Tirei umas férias forçadas do blog, afinal estou sem tempo para escrever besteiras. Em breve retorno ao hábito.
segunda-feira, 29 de março de 2010
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Coincidência?

Coincidência ou não, acendeu-me a seguinte idéia: quando teve início a crise do Senado em junho/2009, com o Sarney no papel de protagonista, teve início o grande pânico da Gripe Suína, amplamente divulgado pela imprensa. Reportagens catastróficas ofuscavam as notícias de corrupção no Congresso.
Aplacou-se a crise e, a partir de então, não se houve mais falar em Gripe Suína. Alguns dirão: "coincidência". Lembro então o quanto essa crise atrapalharia o Governo Lula e lembro também o quanto o Governo Federal gasta em publicidade: aproximadamente R$ 800.000.000,00.
Depois concluo que as taxas de mortalidade da gripe suína são até mesmo inferiores ao da gripe comum. Claro que é um problema mundial. O mundo ficou preocupado, sobretudo por ser uma doença nova, mas o fato é que no Brasil o pânico tomou proporções assustadoras, dadas as reportagens apocalípticas da imprensa. No resto do mundo o pânico não chegou a níveis tão altos.
É fato, a imprensa sobrevive do dinheiro público, portanto, é manipulável. O Sarney manda prender e soltar no Governo Lula. Aliás, o próprio Lula perderia com a crise no Senado. Logo, meus caros e parcos leitores, constato mais uma vez que fomos vítimas, manipulados, pelo bel prazer de nossos "chefes - caciques". Não sei se para a alegria ou para a tristeza, o fato é que deixamos de ser seres humanos para nos transformamos em "fantoches".
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Ave Maria

Hoje, 08 de setembro de 2009, a Igreja celebra a natividade da Virgem Santa Maria. Como minha capacidade para escrever sobre alguém tão importante na história é sabidamente limitada, recorro-me ao maravilhoso Angelus cantado e rezado pelas "Filhas de Maria", que você poderá ver aqui.
E também um bom texto escrito por Santo André de Creta (660-740), monge e Bispo:
"Já não vivemos sob a escravidão dos elementos do mundo, como diz o apóstolo Paulo. Já não estamos submetidos à letra da Lei (Col 2, 8; Rom 7, 6). Com efeito, é nisto que consiste o essencial das graças de Cristo; é aqui que o mistério se manifesta e que a natureza é renovada: Deus fez-se homem e a humanidade assim assumida é divinizada. Foi, portanto, necessário que a esplêndida habitação de Deus, tão visível entre os homens, fosse precedida por uma introdução à alegria, de que decorreria para nós o magnífico dom da salvação. Tal é o objecto da festa que celebramos: o nascimento da Mãe de Deus inaugura o mistério que tem por conclusão e termo a união do Verbo com a carne. [...]
Agora que a Virgem acaba de nascer e se prepara para ser Mãe do Rei universal de todos os séculos [...], é o momento em que recebemos do Verbo uma dupla mercê: somos conduzidos à verdade e libertados da vida de escravidão sob a letra da Lei. Como? Por que forma? Sem dúvida nenhuma, porque as sombras se desvanecem com a chegada da luz, porque a graça faz com que a liberdade substitua a letra.
A festa que celebramos está nesta fronteira, porque faz a ligação entre a verdade e as imagens que a prefiguram, substitui o que era velho por coisas novas. [...]Que toda a criação cante e dance e dê o seu melhor contributo para a alegria deste dia! Que o céu e a terra formem hoje uma única assembleia! Que tudo o que está no mundo e acima do mundo se una no mesmo concerto de festa. Com efeito, hoje o santuário criado eleva-se até onde residirá o Criador do universo. E uma criatura é preparada, por esta disposição inteiramente nova, para oferecer ao Criador uma morada santa".
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Sujeira pra baixo do tapete

A foto representa o luto do Supremo Tribunal Federal pela morte do ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Com todo o respeito ao ilustre ministro, deixo de lado o fato lamentável de sua morte, para aproveitar a foto e velar em luto pela morte da moral na Suprema Corte do país.
Há alguns dias, a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra Antonio Palocci, pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo, foi arquivada. Alguns juristas, e até mesmo ministros que votaram a favor do recebimento da denúncia, destacaram que nunca o MPF havia elaborado uma peça tão detalhada e minuciosa como a denúncia arquivada.
Eu acompanhei o julgamento e a leitura da peça pelo Procurador Geral da República. Definitivamente haviam muitos elementos capazes de convencer de que, no mínimo, a denúncia deveria ser recebida e os fatos esclarecidos. Não estou falando em julgamento do ex-ministro, mas de instrução, com direito ao contraditório, a fim de apurar se teve ou não participação na quebra do sigilo do caseiro.
Mas o STF resolveu, com exceção de quatro dos seus ministros, arquivar a denúncia, livrando Palocci e, por via indireta, o PT. Agora veremos Palocci se lançando candidato a cargos políticos, dizendo que foi inocentado de todas as acusações apresentadas contra ele e blá blá blá.
A moral desse país faleceu. A dignidade dos brasileiros lançada na lama e a lama para baixo do tapete. Na vida real brasileira, o Golias sempre vence Davi. É a morte da moral, a morte da esperança.
sábado, 29 de agosto de 2009
Superação
Há uma tentativa insólita no mundo para tornar o homem refém de seus sentimentos. Não importam os valores, a alma. Importa o ser feliz, o prazer, o friozinho na barriga. E para isto se tornar efetivamente necessário, somos achovalhados de pânico, desastres, horror. É isso, primeiro nos jogam à lama para entendermos a necessidade do banho. Nos empurram o pânico para buscarmos os remédios.
E nesse jogo de vai-e-vem vamos vivendo uma vida efêmera. Inconstante. A incoerência nos leva à depressão e novamente estamos no balcão da farmácia. Nunca se vendeu tanto remédio e fé. Isso mesmo, a fé virou mercadoria. Quantas igrejas você conhece no bairro de sua casa? Vejam o aumento do número de fiéis na igreja do bispo da tv. Vidas sofridas, golpeadas pela onda do sentimentalismo. Pelo vai-e-vem das emoções. Vítimas fáceis das 'teorias'.
Há um vazio na vida. Não na pessoa. Um vazio que somente pode ser preenchido por valores. E também aí, somos vítimas. Porque nesse mesmo movimento tentam nos enganar com propagandas "bonitinhas", com palavras sobre Deus, e sobre o amor à família, etc. No fundo, não passam de "lobos vestidos de cordeiros".
Sinto por mim. Deixei-me vitimizar. Não pela igreja do bispo da tv, mas pelo mercado do pânico, do medo. Prejudico todos que me amam, por privá-los do verdadeiro 'eu'. Daqui por diante, pretendo ser outro. Frente a todas as ameaças, quero erguer a cabeça, com a certeza de que os valores enraizados a partir da minha família, serão o sustento de minha vida.
Quero saltar a montanha, sob o sol da primavera que se avizinha. Vencer o inverno da alma e esquentar o coração nas praias lotadas no verão. Quero seu 'eu' mesmo, com minhas dores, frustrações, alegrias e vitórias. Mas sempre constante, com um único ideal, viver em plenitude.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Deus
Há momentos em que Deus se aproxima de suas criaturas e confere a elas experimentá-lo. De rigor, esses momentos são mais corriqueiros entre as criaturas que passam por algum sofrimento. Não o sofrimento banal do dia-a-dia, mas o sofrimento puro, verdadeiro, vertido em lágrimas.
Há momentos, mesmo de sofrimentos puros e verdadeiros, em que Deus parece desaparecer da vida de suas criaturas. Deixando-as ao léo. Sem pai nem mãe, sós consigo mesmas. Sentem que nada as protege. São vulneráveis.
Tanto naqueles quanto nesses momentos, é preciso coragem para seguir adiante. A fé só se consegue com coragem, com força e dedicação. Coragem para enfrentar situações e também para admitir que em alguns momentos somos fracos.
Não deixe nunca de acreditar. Vá em frente. Deus irá se aproximar. Confie! Porque se Ele realmente não existisse, não sentiríamos amor. Eu amo, logo, creio em Deus. E Ele há de manifestar.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Símbolos Religiosos

Meus caros e parcos leitores. Quatro precisamente. Acabo de ler um texto, simplesmente, FANTÁSTICO a respeito dos símbolos religiosos nas repartições públicas - confira aqui - escrito por um juiz federal evangélico. O texto foi motivado porque o Ministério Público Federal mais uma vez tenta obrigar o Estado a retirar os símbolos religiosos das repartições públicas, sob o argumento, único, de que o Estado é laico.
Ao longo do texto, vários fundamentos reprimem a tentativa. O autor, evangélico e segundo ele próprio "avesso às imagens", defende a manutenção dos símbolos, sobretudo por uma questão cultural. Ademais, sustenta que, e no meu sentir com maior relevância, a laicidade do Estado não pressupõe a ausência de uma religião, mas a tolerância às diversas formas de manifestação da fé. Portanto, o ato do MPF é muito mais intolerante e ilegal do que o próprio objeto de sua ação.
Recomendo também a leitura do post do meu amigo Márcio, com mais fundamentos jurídicos pela manutenção dos símbolos religiosos.
Assinar:
Postagens (Atom)
