quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ultimamente tenho lido e pensado a respeito da 'intolerância'. Espanta-me que os intolerantes estão sempre criticando. Não há 'meia-culpa' ou humildade! O intolerante é intolerante, até consigo mesmo. Talvez o que gostaria de fazer com seus 'demônios' o faz com as circunstâncias, com as pessoas que o rodeiam. O intolerante faz muito mal à sociedade, ao círculo de amizade, ao seu próprio núcleo. Vejam os xiitas muçulmanos. Acabaram por empurrar a peja de carniceiros à todos os muçulmanos, em que pese sejam minoria. Também há católicos, que sob o manto da ortodoxia, da tradição, da defesa da doutrina-moral da Igreja, confundem correção fraterna com Intolerância. E quão intolerantes o são. Incapazes de articular as palavras em defesa da fé sem menosprezar o ser humano amado por Deus. São incapazes de agir como Cristo que odiava o pecado mas amava, acima de tudo, o pecador.
Com efeito, criticar atitudes desta ou daquela pessoa é natural. Afinal, somos seres críticos, temos nossas convicções e devemos defendê-las. Mas é preciso sempre de novo recordar que o respeito e o amor ao ser humano deve prevalecer, não obstante seus erros. Na medida em que perdemos esse foco na crítica, reduzimo-nos à pequenez do erro criticado.

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