
Não há ninguém nesse mundo que não tenha lido alguma linha sobre a gripe suína. Ainda que seja naqueles e-mail´s grotescos e catastróficos, ou nos milhares de sites pela internet.
Aliás, já notaram como o ser humano gosta de uma desgraça? Notícias como a de Cesar Ciello, o maior campeão brasileiro da natação. Como a do Sr. Avelino, motorista de ônibus que em 40 anos de profissão jamais faltou um único dia no trabalho. Ou, ainda, como a dos milhares de bóias-frias que acordam de madrugada para cortar cana e alimentar seus filhos, não são notícias. Isso não é, comercialmente falando, interessante. O mercado quer catástrofe, quer desgraça.
Basta ver a quantidade de filmes nos cinemas que exploram a desgraça humana. Qualquer tentativa de dignificar o ser humano, através de atos ou palavras, é muito piegas.
A cultura do pânico não está apenas na gripe suína, cujas prevenções são todas no sentido de isolamento das pessoas. Está na cultura do povo, nessa tal cultura globalizada. Uma cultura que sepultou o romantismo da vida. O romantismo de andar de fusca em um carreador de sítio, e sentir o vento puro no rosto, de tomar uma cerveja no banquinho da calçada, ou fazer uma guerrinha com bexigas d´água.
Senhor, permita-me viver na contra-mão da sociedade. Dai-me força para remar contra a maré, minha alma anseia pela libertação da cultura do pânico.
Aliás, já notaram como o ser humano gosta de uma desgraça? Notícias como a de Cesar Ciello, o maior campeão brasileiro da natação. Como a do Sr. Avelino, motorista de ônibus que em 40 anos de profissão jamais faltou um único dia no trabalho. Ou, ainda, como a dos milhares de bóias-frias que acordam de madrugada para cortar cana e alimentar seus filhos, não são notícias. Isso não é, comercialmente falando, interessante. O mercado quer catástrofe, quer desgraça.
Basta ver a quantidade de filmes nos cinemas que exploram a desgraça humana. Qualquer tentativa de dignificar o ser humano, através de atos ou palavras, é muito piegas.
A cultura do pânico não está apenas na gripe suína, cujas prevenções são todas no sentido de isolamento das pessoas. Está na cultura do povo, nessa tal cultura globalizada. Uma cultura que sepultou o romantismo da vida. O romantismo de andar de fusca em um carreador de sítio, e sentir o vento puro no rosto, de tomar uma cerveja no banquinho da calçada, ou fazer uma guerrinha com bexigas d´água.
Senhor, permita-me viver na contra-mão da sociedade. Dai-me força para remar contra a maré, minha alma anseia pela libertação da cultura do pânico.

2 comentários:
"O romantismo de andar de fusca em um carreador de sítio, e sentir o vento puro no rosto, de tomar uma cerveja no banquinho da calçada, ou fazer uma guerrinha com bexigas d´água."
hahaha
bom também!
Prefiro pensar nessas coisas! hahaha
Boa Pedrão, vamos tentar viver cada momento de nossas vidas, tentando deixar as "neuras" de lado, pois o passado não volta, o futuro ainda não existe e o presente é o grande "presente" de Deus para nós...
Forte Abraço.
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