sábado, 29 de agosto de 2009

Superação

Há uma tentativa insólita no mundo para tornar o homem refém de seus sentimentos. Não importam os valores, a alma. Importa o ser feliz, o prazer, o friozinho na barriga. E para isto se tornar efetivamente necessário, somos achovalhados de pânico, desastres, horror. É isso, primeiro nos jogam à lama para entendermos a necessidade do banho. Nos empurram o pânico para buscarmos os remédios.

E nesse jogo de vai-e-vem vamos vivendo uma vida efêmera. Inconstante. A incoerência nos leva à depressão e novamente estamos no balcão da farmácia. Nunca se vendeu tanto remédio e fé. Isso mesmo, a fé virou mercadoria. Quantas igrejas você conhece no bairro de sua casa? Vejam o aumento do número de fiéis na igreja do bispo da tv. Vidas sofridas, golpeadas pela onda do sentimentalismo. Pelo vai-e-vem das emoções. Vítimas fáceis das 'teorias'.

Há um vazio na vida. Não na pessoa. Um vazio que somente pode ser preenchido por valores. E também aí, somos vítimas. Porque nesse mesmo movimento tentam nos enganar com propagandas "bonitinhas", com palavras sobre Deus, e sobre o amor à família, etc. No fundo, não passam de "lobos vestidos de cordeiros".

Sinto por mim. Deixei-me vitimizar. Não pela igreja do bispo da tv, mas pelo mercado do pânico, do medo. Prejudico todos que me amam, por privá-los do verdadeiro 'eu'. Daqui por diante, pretendo ser outro. Frente a todas as ameaças, quero erguer a cabeça, com a certeza de que os valores enraizados a partir da minha família, serão o sustento de minha vida.

Quero saltar a montanha, sob o sol da primavera que se avizinha. Vencer o inverno da alma e esquentar o coração nas praias lotadas no verão. Quero seu 'eu' mesmo, com minhas dores, frustrações, alegrias e vitórias. Mas sempre constante, com um único ideal, viver em plenitude.

1 comentários:

Danilo disse...

Que tal sair por aí pedalando longe da cidade. Deixando tudo pra trás. Ao longe fica mais doce analisar os problemas que ficam na cidade, na nossa casa, no trabalho...